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Maior pegada de dinossauro no Brasil é descoberta na Paraíba, aponta pesquisa

Maior pegada de dinossauro do Brasil é descoberta na Paraíba A maior pegada de dinossauro no Brasil foi descoberta na zona rural do município de Sousa, no Se...

Maior pegada de dinossauro no Brasil é descoberta na Paraíba, aponta pesquisa
Maior pegada de dinossauro no Brasil é descoberta na Paraíba, aponta pesquisa (Foto: Reprodução)

Maior pegada de dinossauro do Brasil é descoberta na Paraíba A maior pegada de dinossauro no Brasil foi descoberta na zona rural do município de Sousa, no Sertão da Paraíba, por um grupo de pesquisadores vinculados à Secretaria de Ciência e Tecnologia do estado. A pegada foi localizada na comunidade Floresta dos Borbas e mede 60 centímetros de comprimento por 55 de largura, conforme a pesquisa. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp O g1 conversou com o coordenador da expedição que encontrou a pegada, Fabio Cortes. Ele lidera um projeto geopaleontológico e arqueológico da Bacia do Rio do Peixe, local que fica próximo à Sousa, onde já foi encontrado outros indícios de dinossauros e onde fica situado, também, o Vale dos Dinossauros. Essa descoberta, no entanto, ainda não foi publicada e esquematizada em um artigo científico e divulgada em uma revista na área, estando baseada, conforme o chefe da pesquisa, apenas na observação e na comparação em 3D após mapeamento da pegada. A maior pegada de dinossauro do Brasil Maior pegada de dinossauro no Brasil é descoberta em Sousa, no Sertão da Paraíba, afirmam pesquisadores Divulgação A pegada é de um dinossauro conhecido como Abelisaurus, um animal carnívoro, de grande porte, que viveu em regiões da América do Sul durante o período Cretáceo, há cerca de 140 milhões de anos. O animal da pegada provavelmente atingiu cerca de 6 metros de comprimento, conforme dados da pesquisa. “Fazendo a revisão bibliográfica dos materiais, dos locais com pegadas já identificadas no Brasil, tanto no sul do Brasil quanto no centro-oeste do país, no sudeste, no norte e nordeste, nunca tinha sido identificada uma pegada tão grande de um dinossauro terópodes, com uma pegada tridáctila (três dedos) desse porte. Então, após a revisão bibliográfica dos registros que identificam pegadas de dinossauro, chegamos nessa conclusão”, disse. O pesquisador explicou que foi feita uma visita para avaliar sítios com pegadas fossilizadas na Bacia do Rio do Peixe, que abrange 17 municípios do Sertão da Paraíba, entre eles Sousa, e também compreende o território do Vale dos Dinossauros. Fábio Cortes conta que o local onde foi encontrada a pegada já havia registros anteriores de outros dinossauros, mas o grande diferencial desta, além do tamanho, é que esse grupo de dinossauros abelisaurus é mais conhecido por fósseis encontrados na Argentina e na Patagônia, e até então não havia registro de pegadas dessa espécie na região. Antes disso, só havia registros de dinossauros carnívoros de pequeno porte, como os celurossauros. Ao comentar os métodos utilizados além da revisão de estudos anteriores da paleontologia que catalogaram pegadas e fósseis de dinossauros no Brasil, Fábio Cortes explicou quais outras técnicas foram empregadas para embasar a conclusão. “A catalogação se dá pelo processo de fotogrametria digital. Nós fazemos várias fotos da mesma pegada, fazendo sobreposição de pegada sobreposição dessas fotos para gerar modelos 3D, modelos tridimensionais dessas pegadas e assim alimentar um acervo digital que está sendo implementado no qual todas essas pegadas vão ficar disponíveis para a população da Bace do Rio de Peixe, a população da Paraíba e também para pesquisadores do estado da Paraíba e também do Brasil”, explicou. A pesquisa é fomentada pela Secretaria de Ciência e Tecnologia da Paraíba, que tem um complexo científico no Sertão, que inclui também o radiotelescópio BINGO, que mapeia energia e matéria escura no universo. Outras pegadas tão grandes ainda podem ser encontradas O pesquisador afirmou que há a possibilidade de serem encontradas novas pegadas de dinossauro tão grandes quanto a nova descoberta na Bacia do Rio do Peixe, isso porque o local é considerado de vasta extensão e ainda pouco mapeado. “Cada vez que se visita esse local, cada vez grupos de pesquisadores fazem visitas neste local, a Flores do Borba, sempre se encontra novas pegadas, sempre se faz o registro de novas pegadas, e dessa vez foi a nossa equipe do projeto pesquisa e preservação do patrimônio geopolontológico e arqueológico da Bacia do Rio do Peixe”, ressaltou. A expectativa é de que, com a descoberta, a região da Bacia do Rio do Peixe, com o Vale dos Dinossauros, seja expandida para uma área de reserva geopalenontológica no futuro. No entanto, conforme os pesquisadores, essa possibilidade ainda não é concreta, mas a descoberta da pegada pode ser um primeiro passo para a realização. Inclusive, também é necessária, conforme avaliação de Fabio Cortes, o isolamento da área onde foi descoberta a pegada. Local precisa ser preservado Sobre os próximos desdobramentos, Fábio Cortes não informou se a descoberta será detalhada em um artigo científico, além das comparações já realizadas. O que há de mais concreto, no entanto, é que o pesquisador argumenta ser preciso preservar a localidade de movimentação de pessoas, para que tanto a descoberta quanto eventuais novas pegadas não sejam afetadas pelos humanos. “O sítio se encontra num afloramento rochoso no qual passa uma estrada em sinal de acesso a uma propriedade rural. Então junto com a prefeitura de Sousa e ações do projeto que a gente vem desenvolvendo, a gente está promovendo uma estratégia de fazer um desvio dessa estrada para que possa impedir o fluxo de carros, pessoas, motos e animais trafeguem por cima dessas pegadas”, disse. Entre as medidas adotadas para evitar a circulação de pessoas na área, está a instalação de placas de sinalização que destacam a importância dos registros de dinossauros encontrados no local. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba